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Livro sobre Português L2 na Guiné-Bissau O livro “Divulgação e Consolidação do Português L” na Guiné-Bissau, de Júlio Mário Siga, foi lançado no dia 7 de novembro, em Bissau, no Centro Cultural Português. A obra apresenta-se como um contributo para o debate sobre uma “política de língua” na Guiné-Bissau, e defende que o ensino da Língua Portuguesa deve ser feito como L2, língua segunda, e em articulação com a literatura guineense. Vem a propósito lembrar que já este ano teve lugar em Bissau, o I Congresso Internacional do Ensino da Língua Portuguesa em junho deste ano. (Ler nesta edição o texto de Júlio M. Siga sobre este congresso.) Júlio Mário Siga tem um já vasto percurso com a Ser Mais Valia e faz parte da equipa do EscritAfricando. |
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V Encontro de Jovens Escritores Africanos O V Encontro de Jovens Escritores Africanos de Língua Portuguesa decorreu no passado dia 25, em Lisboa. De manhã, os jovens presentes trabalharam sobre os “desafios da escrita”. De seguida, foi apresentado o volume com os textos, poesia e prosa, resultantes da edição do Prémio EscritAfricando de 2024. Foram ainda apresentados dois livros editados há pouco: “Sentimentos e Razão”, de Lizidória Mendes, guineense, e “Vendedeiras de Prazer”, de Florizandra Porto, cabo-verdiana. De tarde, os jovens escritores puderam ouvir duas jornalistas, Maria Helena Malaquias, do Ilhavense, e Luciana Maruta, do Divergente, e ainda Amadú Dafé, guineense, que falou sobre a importância social da escrita e também sobre o seu último livro, “Ainda te Manifesto”. O Encontro terminou com o anúncio de mais uma edição do Prémio EscritAfricando, cujos trabalhos devem dar entrada até 20 de dezembro próximo, e um momento musical com as batucadeiras cabo-verdianas Mara Pano. O EscritAfricando é um projeto da associação Ser Mais Valia e tem como objetivo ajudar os jovens escritores africanos de língua portuguesa a escrever melhor e a publicar os seus trabalhos. |
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50 Anos de Literatura Moçambicana A 9 e 10 de outubro decorreu em Lisboa, a Conferência 50 Anos da Literatura Moçambicana: Percursos e Práticas Criativas. A iniciativa reuniu na Fundação C. Gulbenkian, onde teve lugar um importante conjunto de autores moçambicanos de várias gerações e de estudiosos da literatura africana, em especial do país ali em apreço. Os dois dias foram ricos em pontos de vista e memórias remotas e recentes e foi ocasião para reforço de afetos nos reencontros que permitiu. A abrir, esteve Mia Couto e a fechar foi a vez de Marcelo Panguana. Das várias rodas de conversa havidas, ressaltou o reconhecimento de um forte dinamismo literário em Moçambique, e não só na capital, Maputo, incluindo editoras ativas, apesar das grandes fragilidades do sistema no que respeita a incentivos ao livro e à leitura, à falta de hábitos e mesmo de competências de leitura, às poucas e frágeis feiras do livro e à grande dificuldade de colocar as obras no exterior. Transpareceu, no entanto, que as coisas irão melhorar, ainda que não tanto e tão depressa como os vários participantes desejam. Das várias intervenções ficou um convite à descoberta desta jovem literatura que se encontra viva e capaz de boas revelações. A Conferência foi coorganizada pelos escritores e professores Ana Mafalda Leite (da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) e Lucílio Manjate (da Faculdade de Letras e Ciências da Universidade Eduardo Mondlane, Maputo), numa iniciativa conjunta da Universidade de Lisboa, através do CEsA Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento e do ISEG - Lisbon School of Economics & Management, e da Universidade Eduardo Mondlane, que contou com apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
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