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Edição 2, mai-ago 2025

Na pista de 4 escritores

Por José Jana


 

Na edição anterior, pedimos a Jorge Arrimar que nos indicasse, de Angola, “um escritor que seja pouco ou nada conhecido, mas que é necessário ‘resgatar’ do esquecimento”. Indicou-nos quatro: «Arnaldo Santos e Fernando Fonseca Santos, na ficção; João Maimona e Amélia Dalomba, na poesia».

Fomos à procura de pistas para nos aproximarmos deles.

 

Arnaldo Santos

Nasceu na Ingombota, em Luanda. Foi um dos integrantes do Grupo de Cultura na década de 1950.

Entre 1959 e 1960, morou em Portugal, onde recebeu a influência de Amílcar Cabral, Castro Soromenho, Mário Pinto de Andrade e de autores marxistas.

Trabalhou na revista Novembro e no Jornal de Angola. Colaborou também com as revistas Cultura, ABC e Mensagem (revista dos estudantes da Casa do Império).

Publicou poesias no jornal O Brado Africano. Seu primeiro livro foi a coletânea de poemas Fuga, em 1965. Estreou na ficção com o livro de contos Quinaxixe. A consagração veio em 1968, com as crônicas reunidas em Tempo de Munhungo, obra vencedora do Prémio Mota Veiga.

Após a independência de Angola, foi diretor do Instituto Nacional do Livro e do Disco e do Instituto Angolano do Cinema. Foi um dos fundadores da União dos Escritores Angolanos.

Obras

In https://pt.wikipedia.org/wiki/Arnaldo_Santos_(escritor)

Poesia

Fuga (1960)

Poemas no Tempo (1977)

Nova Memória da Terra e dos Homens (1987)

 

Contos e novelas

Quinaxixe (1965)

Prosas (1977

Kinaxixe e Outras Prosas

Na Mbanza do Miranda (1985)

Cesto de Katandu e outros contos (1986)

A Boneca de Quilengues (1991)

Crónicas

Tempo do Munhungo (1968)

Romance

A Casa Velha das Margens (1999)

 

E in https://ensina.rtp.pt/artigo/arnaldo-santos/:

Jornalista, contista e poeta angolano, é membro destacado da chamada 'geração silenciosa'. Autodidata, descreve como ninguém a vida dos musseques da Luanda onde cresceu. Dirigiu o Instituto Nacional do Livro e do Disco e o Instituto Angolano de Cinema.

Arnaldo Moreira dos Santos nasceu em Luanda, em 1935, e passou a infância e a sua adolescência no bairro do Kinaxixe, local que influencia a sua escrita. É ainda na capital angolana que termina os estudos secundários, antes de, no final da década de 1950, se mudar para Portugal. Chegado a Lisboa, integra o Grupo de Cultura e priva com Amílcar Cabral, Castro Soromenho, Mário Pinto de Andrade, e outros autores da sua geração que frequentavam a Casa do Império.

Na década de 60 participa em várias publicações periódicas de Luanda como as revistas Cultura, Mensagem, ABC e Jornal de Angola. Publicou também poesias no Jornal O Brado Africano. Em 1968, recebe o Prémio Mota Veiga, pela publicação do livro de crónicas ‘Tempo de Munhungo’.

Para além de romancista e poeta, Arnaldo foi também jornalista. Exerceu as funções de Chefe de Redacção da revista Novembro e director do Jornal de Angola. Após a independência assume cargos públicos, tendo à sua responsabilidade a direcção do Instituto Nacional do Livro e do Disco e do Instituto angolano do Cinema.

É um dos membros fundadores da União de Escritores de Angola e em 2004, é distinguido com o prémio Nacional de Artes e Cultura de Angola, um galardão que todos os anos escolhe dez personalidades angolanas para incentivar a criatividade artística. O júri escolheu Arnaldo Santos pela “elevada qualidade estética e artística da sua obra literária”. ‘O Mais-Velho Menino dos Pássaros’ é o seu mais recente livro, publicado em março de 2014.

 

E ainda, no Youtube – vídeo, nos seus 90 anos: https://www.youtube.com/watch?v=xvOuJrT-3aw

 

Fernando Fonseca Santos

Entrevista realizada em 2002 a Fernando Fonseca Santos, escritor angolano, autor dos livros “Só se foi amanhã”, “Os caminhos da Terra”, “A Lenda dos Homens do Vento” e " A morte e a sorte “.

EM https://repositorioaberto.uab.pt/bitstreams/1d61a4d0-7df0-4a3f-b4fe-cbbc5f1c710a/download

Livro: A morte e a sorte, Quetzal, 2002 «Cinco contos em que se assiste à morte no seu jogo com a vida. O amor à terra, Angola, e à sua língua e cultura, e o vislumbre de uma alma que povoa os seres, os animais, as matas sagradas. Fernando Fonseca Santos nasceu em Benguela, em 1949, numa família de raízes angolanas.»

Livro: Só se foi amanhã, Relógio d’Água, 2012

 

João Maimona

João Maimona nasceu em 1955, em Quibocolo, município de Maquela do Zombo, na província de Uíge.

Em 1961, refugiou-se na República do Zaire. Estudou Humanidades Científicas em Kinshasa e em 1975 ingressou na Faculdade de Ciências, regressando a seu país em 1976.

Dois anos depois, fixou residência em Huambo, onde se licenciou em Medicina Veterinária. É membro-fundador da Brigada Jovem de Literatura do Huambo e membro da União dos Escritores Angolanos.

Publicações

Idade das palavras (1997),

Festa de monarquia (2001)

Lugar e origem da beleza (2003).

In https://www.lusofoniapoetica.com/angola/joao-maimona

Ver também: https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=2268

Ver ainda, no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=IYKwKBVthb8

 

Amélia Dalomba

In https://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9lia_da_Lomba

Maria Amélia Gomes Barros da Lomba do Amaral (Cabinda,  23 de novembro de 1961), também conhecida como Amélia Dalomba, é uma escritora angolana.

Formou-se em Psicologia em Moscovo. De volta à terra natal, trabalhou como jornalista, atuando na Emissora Provincial de Cabinda, na Rádio Nacional de Angola e nos jornais A Célula Jornal de Angola, em Luanda.

Foi também secretária da Missão Internacionalista Angolana em São Tomé e Príncipe.

Foi condecorada com a Ordem do Vulcão, em Cabo Verde em dezembro de 2005.

Sua obra, assim como a de Ana Paula Tavares, Ana de Santana e Lisa Castel, vinculou-a à "Geração das Incertezas" angolana. A poesia de Dalomba, angustiada e melancólica, expressa desilusão diante do cenário político e social angolano.

Obras publicadas

Ânsia, Poesia (1995, editora da UEA)

Sacrossanto Refúgio (1996, editora Edipress)

Espigas do Sahel (2004, editora Kilomlombe)

Noites Ditas à Chuva (2005, editora da UEA)

Sinal de Mãe nas Estrelas (2007, Zian Editora)

Aos Teus Pés Quanto Baloiça o Vento (2008, Zian Editora)

Cacimbo 2000 (2000, editora Patrick Houdin-Alliance Française de Luanda)

Nsinga - O Mar no Signo do Laço (infanto-juvenil, 2012, Mayamba)

Uma mulher ao relento (romance, 2011, Nandyala Editora)

CD

Verso Prece e Canto (2008, editora N’Gola Música)

Participações em antologias

Antologia da Poesia Feminina dos Palop (1998, org. Xosé Lois Garcia)

Antologia do Mar na Poesia Africana de Língua Portuguesa do Século XX Angola (2000, org. Cármen Lúcia Tindó)

O Amor tem Asas de Ouro (2006, UEA).

Antologia da Moderna Poesia Angolana (2006, UEA, org. Botelho de Vasconcelos)

Meu Céu, Céu de todos, Céu de Cada Um (2006, Editora Zian, org. Renan Medeiros)

 

E ainda, no Youtube, onde lê poemas seus: https://www.youtube.com/watch?v=JdEXqZs28cs

e é entrevistada: https://www.youtube.com/watch?v=_puNQPbqVqg